Nesta Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, onde a cultura oceânica para a resiliência climática é destaque nacional, dados inéditos sobre educação ambiental apontam caminhos promissores. Um estudo inédito da Rede BIOMAR em parceria com o Programa Maré de Ciência da UNIFESP revela aumento de até 20% na consciência ambiental em regiões com projetos de conservação de mais de 20 anos apoiados pela Petrobras.
Estes são os primeiros dados de longo prazo que demonstram, de forma científica, a influência positiva de projetos socioambientais na percepção pública sobre o oceano. Eles abrem novos caminhos para a formulação de políticas e programas de educação e comunicação voltados à resiliência climática e à sustentabilidade, em um contexto global de transformação acelerada.
Um novo estudo com dados das regiões de atuação da Rede BIOMAR, que reúne cinco dos principais projetos de conservação marinha do país — Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil — e a Petrobras, demonstra que iniciativas de educação e conservação de longo prazo são decisivas para transformar a forma como a sociedade se relaciona com o oceano e o meio ambiente.
Realizado com entrevistados selecionados de forma aleatória e residentes em municípios costeiros, os dados apontam que a atuação desses projetos de longa duração (com pelo menos duas décadas de atuação) aumentam a percepção das pessoas sobre sua conexão com o oceano em mais de 10%, chegando a 20% em alguns indicadores. Os resultados indicam que investimentos contínuos em educação ambiental e sensibilização comunitária têm efeito direto e duradouro no comportamento social e ambiental.
Principais resultados
- Percepção ampliada: a percepção de como o oceano impacta a vida das pessoas é 11% maior entre os que conhecem projetos da Rede BIOMAR.
- Informação e engajamento: 88% dos que conhecem os projetos afirmam buscar informações sobre o oceano — 23% a mais que o grupo sem contato com as iniciativas.
- Mobilização: 87% sentem-se motivados a contribuir com a conservação — 13% acima do grupo controle.
- Ação concreta: 82% estão dispostos a mudar hábitos pelo bem do oceano, sendo que 47% se declaram extremamente dispostos (quase o dobro do grupo controle).
- Protagonismo social: mais de 90% dos entrevistados ligados à Rede BIOMAR afirmam estar prontos para agir como agentes de mudança ou de divulgação — 12% acima do grupo controle.
Esses resultados confirmam que ações educativas e de sensibilização geram mudanças reais, mensuráveis e duradouras. A continuidade dos projetos é fundamental para consolidar essa transformação em escala social e apoiar políticas públicas de resiliência climática e sustentabilidade.
Sobre a Rede BIOMAR
Criada em 2007, coordenada pela Petrobras e tendo como integrantes cinco projetos reconhecidos nacional e internacionalmente, a Rede BIOMAR atua de forma integrada na pesquisa científica, conservação da biodiversidade e educação ambiental ao longo de todo o litoral brasileiro.
Com foco em espécies-chave e ecossistemas estratégicos, os projetos da rede combinam ações científicas, comunitárias e educativas, mostrando que a longevidade e a continuidade são diferenciais fundamentais para fortalecer a consciência ambiental e formar novas gerações de cidadãos oceânicos.
A Rede de Conservação da Biodiversidade Marinha (BIOMAR) é formada pelos projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil e e coordenada pela Petrobras.
Mais informações: https://projetoalbatroz.org.br, https://www.baleiajubarte.org.br, https://coralvivo.org.br, http://www.golfinhorotador.org.br e https://merosdobrasil.org


