Kennedy Elliott apresenta, na National Geographic, os resultados de um estudo que identificou as áreas marinhas com menor impacto das atividades humanas. Os pesquisadores estimaram que apenas 13% dos oceanos, cerca de 34 milhões de quilômetros quadrados, permanecem em condições consideradas selvagens. Essas áreas apresentam pouca interferência humana e concentram-se principalmente no alto-mar e no hemisfério Sul. Nas regiões costeiras, a proporção é ainda menor.
Para chegar a esses resultados, a equipe analisou 15 fatores de pressão humana, como pesca, poluição e escoamento de nutrientes. Além disso, considerou quatro fatores relacionados às mudanças climáticas, incluindo a acidificação dos oceanos. O estudo mostra que as áreas marinhas selvagens apresentam maior diversidade biológica e genética. Entretanto, o derretimento do gelo marinho pode ampliar a exposição dessas regiões à atividade humana. Assim, essas áreas também podem ajudar pesquisadores a compreender ecossistemas menos alterados e orientar estratégias de conservação e restauração.
Educadores podem utilizar o material no Ensino Fundamental II e Ensino Médio, especialmente em Ciências, Biologia e Geografia, para trabalhar Oceano Aberto, Regiões polares, Biodiversidade e conservação, Mudanças Climáticas e Pesca e aquicultura. O conteúdo permite discutir impactos humanos, conservação marinha, pesca, mudanças climáticas, biodiversidade e distribuição espacial das atividades humanas. Também favorece a análise de dados científicos e a reflexão sobre estratégias de proteção dos oceanos. A localização corresponde a Internacional/Global, com destaque para o Oceano Aberto, o hemisfério Sul e as regiões polares.


