Alex Sander Alcântara, da Agência FAPESP, apresenta uma pesquisa sobre o tubarão-martelo (Sphyrna lewini) e o uso de análises genéticas para identificar a origem geográfica de barbatanas comercializadas. O estudo analisou fragmentos de DNA mitocondrial e conseguiu relacionar as amostras a diferentes regiões oceânicas. A pesquisa identificou três estoques geneticamente distintos no Atlântico Ocidental, abrangendo o norte do Atlântico, o Caribe e o Atlântico Sul, que inclui o litoral brasileiro.
Além disso, o material explica como a estrutura genética das populações ajuda a compreender a distribuição e a dinâmica do tubarão-martelo. A pesquisa também investigou a fidelidade das fêmeas aos locais de nascimento e a importância dos berçários costeiros para a diferenciação entre populações. Ao mesmo tempo, o artigo aborda as ameaças provocadas pela pesca predatória e pelo comércio ilegal de barbatanas. Dessa forma, os resultados podem contribuir para o manejo e a conservação de uma espécie ameaçada.
Educadores podem utilizar o material para discutir Oceano Aberto, Biodiversidade e conservação, Pesca e aquicultura e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, o conteúdo permite trabalhar genética, diversidade biológica, dinâmica populacional, conservação de espécies e impactos da atividade pesqueira. O recurso pode ser utilizado no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente nas disciplinas de Ciências, Biologia e Geografia. A localização corresponde a Vários oceanos/global, com destaque para o Atlântico Ocidental, Caribe, Golfo do México e litoral brasileiro.


