Marcello Guimarães Simões coordena o projeto Estudo Paleoecológico dos Pelecípodes do Grupo Passa Dois, desenvolvido pela Unesp em Botucatu com apoio da FAPESP. A pesquisa investiga fósseis de moluscos bivalves que viveram há cerca de 250 milhões de anos, durante o Permiano, antes do surgimento e da diversificação dos dinossauros. Esses fósseis ajudam a reconstruir as características do mar epicontinental que cobria partes do atual Sudeste brasileiro, incluindo áreas de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além disso, a coleção reúne milhares de exemplares preservados e classificados.
A reportagem Mergulho no Permiano, publicada pela Pesquisa FAPESP em agosto de 1999, explica como os pesquisadores utilizam sistemática, paleoecologia e tafonomia para investigar a evolução, o modo de vida e a formação dos depósitos fossilíferos. Os estudos indicam que os bivalves habitavam águas relativamente rasas, com cerca de 50 a 70 metros de profundidade, e enfrentavam variações sazonais de salinidade. Além disso, fósseis encontrados na América do Sul e na África ajudam a investigar a antiga conexão entre essas regiões no supercontinente Gondwana. Dessa forma, a pesquisa permite reconstruir aspectos do ecossistema permiano, como profundidade, salinidade, relações entre espécies, cadeia alimentar, evolução e extinção.
Educadores podem utilizar o material para discutir Biodiversidade e conservação, Ecossistema marinho e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, a reportagem permite trabalhar fósseis, evolução, paleoecologia, tafonomia, sistemática, ambientes marinhos antigos, mudanças ambientais, sedimentação e deriva continental. Assim, o conteúdo atende ao Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Biologia, Ciências e Geografia. A localização corresponde a Brasil, com destaque para o Estado de São Paulo e outras áreas do antigo mar que abrangia o Sul e o Sudeste brasileiros, além de Internacional/Global pela comparação dos fósseis brasileiros com registros da Namíbia e da África do Sul.


