Marcos de Oliveira apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, a pesquisa arqueológica sobre os sambaquis e os povos que ocuparam o litoral brasileiro milhares de anos antes da chegada dos portugueses. O artigo acompanha o Projeto Arqueológico Camacho, coordenado por Paulo De Blasis e Maria Dulce Gaspar, que investiga sambaquis localizados entre Jaguaruna, Laguna e Tubarão, em Santa Catarina. Além disso, o texto mostra como novas pesquisas modificaram a compreensão sobre esses grupos, que passaram a ser reconhecidos como populações sedentárias, organizadas e socialmente complexas.
O artigo explica como arqueólogos, biólogos, zoólogos e geólogos analisam os sambaquis para investigar alimentação, demografia, organização social, doenças, práticas funerárias e transformações ambientais. A zooarqueologia permite identificar espécies presentes nos restos de fauna e reconstruir aspectos da biodiversidade do passado. Já a bioantropologia analisa esqueletos e fornece informações sobre alimentação, saúde e características das populações. Além disso, datações radiocarbônicas e estudos das camadas arqueológicas ajudam a reconstruir a ocupação dos sítios ao longo do tempo. Dessa forma, o material também mostra a importância dos sambaquis como patrimônio arqueológico e registra os impactos provocados por sua exploração e depredação.
Educadores podem utilizar o conteúdo no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em História, Geografia, Biologia e Ciências, para trabalhar Zonas Costeiras, Biodiversidade e conservação, Arte, cultura e patrimônio e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, o artigo permite abordar arqueologia, povos sambaquieiros, ocupação do litoral, práticas funerárias, alimentação, paleoambientes e patrimônio arqueológico. A localização corresponde ao Brasil, com destaque para o litoral de Santa Catarina, especialmente a região da Lagoa de Camacho, além de referências a outras áreas da costa brasileira.


