Ivan Sazima, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coordena a pesquisa apresentada na reportagem Faxina no fundo do mar, publicada pela Pesquisa FAPESP em setembro de 2002. O estudo investiga o modo de vida dos peixes-limpadores e sua relação com outros peixes dos recifes de coral. Além disso, a equipe acompanhou essas interações em diferentes ambientes da costa brasileira para compreender sua importância para a saúde dos recifes e discutir os efeitos do comércio de peixes ornamentais.
A reportagem explica como os peixes-limpadores estabelecem estações de limpeza e retiram parasitas, tecidos doentes, crustáceos e muco da superfície de seus clientes. Além disso, apresenta diferentes espécies e estratégias de limpeza, como o trabalho do góbio-néon (Elacatinus figaro), do paru (Pomacanthus paru) e do bodião-de-noronha (Thalassoma noronhanum). A equipe registrou 25 espécies de limpadores na costa brasileira e descreveu duas espécies novas. Para observar o comportamento, os pesquisadores realizaram centenas de mergulhos em recifes de diferentes estados brasileiros. Dessa forma, o estudo relaciona comportamento animal, simbiose, biodiversidade e equilíbrio dos ecossistemas recifais.
Educadores podem utilizar o material para discutir Recifes de coral, Ecossistema marinho, Biodiversidade e conservação, Pesca e aquicultura e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, a reportagem permite trabalhar relações ecológicas, comportamento animal, mutualismo, parasitismo, adaptação, biodiversidade e impactos do comércio de espécies ornamentais. Assim, o conteúdo atende ao Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Ciências, Biologia e Geografia. A localização corresponde ao Brasil, abrangendo ambientes recifais do Maranhão a Santa Catarina, incluindo Fernando de Noronha, Abrolhos e outras ilhas e áreas costeiras.


