Eduardo Geraque, em reportagem publicada pela Revista Pesquisa FAPESP, apresenta os resultados de um estudo sobre o regime de chuvas no Brasil durante a última glaciação, entre aproximadamente 70 mil e 10 mil anos atrás. A pesquisa analisou testemunhos de sedimentos coletados no talude da costa brasileira e utilizou dados geoquímicos e modelos climáticos para reconstruir padrões de precipitação do passado. Os resultados indicam diferenças entre as regiões ao norte e ao sul do rio Doce, com episódios recorrentes de chuvas intensas no Nordeste e na Amazônia durante determinados períodos da glaciação.
O conteúdo permite compreender como pesquisadores utilizam sedimentos marinhos, análises de fluorescência de raios X e modelos climáticos para investigar o clima do passado. A reportagem também explica a relação entre mudanças na circulação oceânica do Atlântico, especialmente na Célula de Revolvimento Meridional, e alterações nos padrões de chuva. A discussão sobre a possível relação entre o regime climático passado e a distribuição da biodiversidade da Mata Atlântica favorece uma abordagem interdisciplinar entre clima, oceanos, geologia e evolução. Dessa forma, o material articula os temas Mudanças Climáticas, Oceano e clima, Biodiversidade e conservação e Ciência, tecnologia e inovação.
Educadores podem utilizar a reportagem para desenvolver atividades de interpretação de dados, reconstrução do clima passado, circulação oceânica e análise das relações entre mudanças ambientais e biodiversidade. O recurso pode ser trabalhado no Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Geografia, Biologia, Ciências e Física, com possibilidades de articulação com Química. A localização corresponde ao Brasil, com enfoque na costa brasileira, Nordeste, Amazônia e Mata Atlântica, em conexão com processos climáticos e oceânicos de escala global.


