Marcos Pivetta apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, um estudo sobre a pesca praticada por povos ameríndios há cerca de 5 mil anos no litoral do Rio de Janeiro. O artigo analisa vestígios encontrados em 13 sambaquis e mostra que esses grupos capturavam uma grande diversidade de peixes, incluindo corvinas, tubarões e arraias. Além disso, a pesquisa indica que a pesca já exercia pressão sobre algumas populações de peixes antes da chegada dos europeus.
O material também apresenta a análise de mais de 6 mil fragmentos ósseos, dentes e otólitos, que permitiu identificar 97 espécies de peixes. A corvina aparece como a espécie mais representada nos vestígios, enquanto dentes e vértebras revelam a captura de mais de 20 espécies de tubarões. Além disso, os pesquisadores relacionam os sambaquis a diferentes ambientes, como praias, estuários, lagoas costeiras, costões rochosos e áreas de mar aberto. Dessa forma, o artigo permite compreender as estratégias de pesca, os conhecimentos sobre o ambiente marinho e os possíveis impactos da exploração dos recursos pesqueiros no passado.
Educadores podem utilizar o conteúdo no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Biologia, Ciências, Geografia, História e Sociologia, para trabalhar Pesca e aquicultura, Ecossistema marinho, Zonas Costeiras, Estuários, Praia e dunas, Costões Rochosos, Biodiversidade e conservação e Povos indígenas e comunidades tradicionais. Além disso, o artigo permite abordar sambaquis, arqueologia, pesca tradicional, alimentação, biodiversidade, ressurgência, tubarões, corvinas e relações entre sociedade e ambiente. A localização corresponde ao Brasil, com destaque para o litoral do Rio de Janeiro, entre a Baía da Ilha Grande e a Ilha do Cabo Frio, em Arraial do Cabo.


