Pesquisadores do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Imar/Unifesp), liderados pela Dra. Aline Martinez, mapearam a linha de costa do estado de São Paulo para analisar a urbanização e o grau de endurecimento costeiro. O estudo quantificou estruturas artificiais, como muros de contenção, quebra-mares, espigões, cais e píeres, além de ocupações urbanas próximas a praias, manguezais e margens estuarinas. A pesquisa, apoiada pela FAPESP e pelo CNPq, também originou um relatório público em português com dados sobre a transformação da costa paulista.
Os resultados mostram a extensão das intervenções humanas no litoral e permitem discutir as relações entre urbanização, estruturas artificiais, perda de habitats, biodiversidade e riscos climáticos. O estudo identificou 245 km de estruturas artificiais na linha de costa e mais de 300 km com ocupações humanas em áreas vulneráveis. A pesquisa também destaca a importância de manguezais e restingas na proteção das áreas costeiras e aborda processos como erosão, elevação do nível do mar e bioinvasão. Dessa forma, o material articula os temas Zonas Costeiras, Ambiente urbano, Mudanças Climáticas, Biodiversidade e conservação e Serviços ecossistêmicos.
Educadores podem utilizar o estudo para desenvolver pesquisas e estudos de caso sobre urbanização costeira, impactos ambientais, vulnerabilidade climática, planejamento territorial e conservação de ecossistemas costeiros. O material pode ser trabalhado no Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Geografia, Biologia, Ciências e Sociologia, com atividades de interpretação de mapas e dados e análise das transformações do litoral. A localização é Brasil, com foco no litoral do estado de São Paulo.


