Carlos Eduardo de Mattos Bicudo apresenta o projeto Flora Ficológica do Estado de São Paulo, desenvolvido pelo Instituto de Botânica com apoio da FAPESP. A iniciativa reúne quatro décadas de pesquisas sobre algas marinhas e de água doce e busca mapear a flora ficológica paulista. Além disso, o projeto envolve pesquisadores brasileiros e estrangeiros e integra o programa Biota-FAPESP. O levantamento contribui para identificar espécies, compreender sua distribuição e apoiar o monitoramento da qualidade da água e a conservação de ambientes aquáticos.
A reportagem Algas em profundidade, publicada pela Pesquisa FAPESP em novembro de 2000, destaca a importância da taxonomia para identificar e classificar as algas. Até então, os pesquisadores haviam catalogado 2.642 espécies, enquanto novas coletas revelavam espécies ainda não documentadas no estado e outras inéditas para a ciência. O estudo também investiga ambientes marinhos, rios, lagos, lagoas e reservatórios, utilizando equipamentos como GPS, medidores de pH e condutividade. Além disso, a pesquisa mostra como determinadas algas funcionam como indicadores da qualidade da água e ajudam a reconhecer ambientes poluídos ou conservados. Dessa forma, o trabalho relaciona biodiversidade, taxonomia, qualidade ambiental e conservação.
Educadores podem utilizar o material para discutir Biodiversidade e conservação, Ecossistema marinho, Rios e Bacias Hidrográficas, Lagos e lagoas, Ciência, tecnologia e inovação e Poluição e resíduos. Além disso, a reportagem permite abordar algas, classificação biológica, taxonomia, cadeias alimentares, bioindicadores, qualidade da água, coleta científica e formação de acervos. Assim, o conteúdo atende ao Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Ciências, Biologia e Geografia. A localização corresponde a Brasil, com foco no Estado de São Paulo e em seus ambientes marinhos e de água doce.


