Maria Guimarães apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, estudos genéticos sobre as populações de tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata) e seus deslocamentos pelos oceanos. A pesquisa analisa amostras de DNA coletadas em diferentes áreas de reprodução e alimentação. Dessa forma, os pesquisadores conseguem identificar conexões entre populações e compreender melhor as rotas desses animais. O estudo também contribui para planejar ações de conservação de uma espécie criticamente ameaçada de extinção.
Além disso, o artigo mostra que as tartarugas não seguem padrões simples de migração. As análises genéticas revelaram conexões entre populações separadas por diferentes distâncias. Nesse sentido, os pesquisadores também investigaram a influência das correntes marinhas sobre a dispersão dos animais. Maira Proietti comparou dados genéticos com informações de boias de deriva lançadas no mar. Assim, os estudos ajudam a identificar áreas prioritárias para o manejo e a compreender como impactos ambientais em uma região podem afetar tartarugas que vivem ou se alimentam em locais distantes. O texto também destaca o papel das tartarugas-de-pente na manutenção da saúde dos recifes de coral.
Educadores podem utilizar o material para discutir Biodiversidade e conservação, Ecossistema marinho, Recifes de coral e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, o conteúdo permite trabalhar genética, evolução, migração, correntes marinhas, conservação de espécies e relações ecológicas. Por isso, o recurso pode ser utilizado no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente nas disciplinas de Ciências, Biologia e Geografia. A localização corresponde a Vários oceanos/global, com destaque para os oceanos Índico, Pacífico e Atlântico, além do Caribe e da costa brasileira.


