Carlos Fioravanti apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, uma reportagem sobre quase 2 mil crateras submarinas identificadas nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Essas formações, chamadas pockmarks, surgem pela expulsão de gases do fundo marinho e podem alcançar centenas de metros de diâmetro e dezenas de metros de profundidade. A reportagem explica como pesquisadores utilizam sonar, batimetria e análises de sedimentos para investigar essas estruturas e a presença de metano.
Além disso, o texto relaciona a liberação de metano aos processos geológicos do fundo oceânico e às mudanças ambientais do passado. O material também mostra que microrganismos podem consumir esse gás antes que ele alcance a atmosfera. As crateras ainda formam ambientes favoráveis a comunidades de microrganismos, moluscos e outros invertebrados. Dessa forma, a reportagem relaciona geologia, química, microbiologia e ecologia marinha.
O conteúdo pode apoiar atividades no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, principalmente em Ciências, Biologia, Química, Física e Geografia. Assim, o educador pode trabalhar Mar Profundo, Oceano Aberto, Oceano e clima, Mudanças Climáticas, Biodiversidade e conservação e Ciência, tecnologia e inovação. O material também permite discutir gases de efeito estufa, ciclos biogeoquímicos, relevo submarino, métodos de pesquisa e biodiversidade associada às fontes de metano. A localização é Brasil e Oceano Atlântico.


