Carlos Fioravanti apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, os impactos dos rejeitos da barragem de Fundão, em Mariana (MG), sobre o rio Doce e o ambiente marinho. O artigo acompanha a chegada dos resíduos metálicos à foz do rio Doce e sua dispersão pelo litoral do Espírito Santo e do sul da Bahia. Além disso, mostra que a mancha alcançou áreas próximas ao arquipélago de Abrolhos e unidades de conservação marinhas.
O material também explica como o excesso de ferro alterou a comunidade de fitoplâncton e reduziu a diversidade de espécies. Além disso, pesquisadores identificaram o acúmulo de rejeitos no assoalho marinho e concentrações elevadas de metais em sedimentos, água e organismos. O artigo relaciona esses processos à pesca, aos manguezais, aos estuários e às áreas de reprodução de tartarugas marinhas. Dessa forma, permite compreender como poluentes gerados em terra podem percorrer longas distâncias e afetar diferentes ecossistemas costeiros e marinhos.
Educadores podem utilizar o conteúdo no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Ciências, Biologia, Geografia e Química, para trabalhar Ecossistema marinho, Zonas Costeiras, Estuários, Manguezais, Poluição e resíduos e Biodiversidade e conservação. Além disso, o artigo permite abordar contaminação por metais, fitoplâncton, qualidade da água, sedimentos, pesca, impactos ambientais e dispersão de poluentes. A localização corresponde ao Brasil, com destaque para a foz do rio Doce, o litoral do Espírito Santo e da Bahia, o arquipélago de Abrolhos e outros ambientes costeiros do Sudeste.


