Maria Guimarães apresenta a reportagem Mapeamento indica onde pesca ameaça tubarões oceânicos, publicada pela Pesquisa FAPESP em julho de 2019. O texto aborda um estudo internacional que utilizou dados de monitoramento por satélite para mapear os deslocamentos de tubarões oceânicos. Pesquisadores acompanharam 23 espécies e registraram informações sobre localização, profundidade e temperatura da água. Além disso, o estudo relacionou as rotas dos animais às áreas de atividade pesqueira.
O mapeamento identificou regiões com maior exposição dos tubarões à pesca, especialmente no Atlântico Norte, no Pacífico, no sul da África e a leste da Austrália. Além disso, a reportagem explica como os rastreadores permanecem presos aos animais por até seis meses e transmitem os dados por satélite após se desprenderem. A pesquisa também destaca a captura por espinhel, tanto intencional quanto incidental. No entanto, os pesquisadores reconhecem limitações nos dados, como possíveis vieses de amostragem. Assim, o estudo propõe o uso do monitoramento contínuo para acompanhar os deslocamentos dos tubarões e ajustar espacialmente as áreas de proteção.
Educadores podem utilizar o material para discutir Oceano Aberto, Biodiversidade e conservação, Pesca e aquicultura e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, a reportagem permite trabalhar migração animal, monitoramento por satélite, relações entre atividade pesqueira e biodiversidade, conservação de espécies e análise espacial de dados. Dessa forma, o conteúdo atende ao Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Ciências, Biologia, Geografia e Física. A localização corresponde a Vários oceanos/global, pois o estudo analisa movimentos de tubarões em diferentes regiões oceânicas e compara áreas de pesca em escala mundial.


