Carlos Fioravanti apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, os resultados de um levantamento sobre a biomassa e o tamanho dos peixes encontrados ao longo da costa brasileira. A pesquisa percorreu 4.500 quilômetros do litoral e identificou diferenças expressivas entre as regiões. As maiores concentrações de peixes grandes ocorreram em áreas preservadas, como a ilha da Trindade, no Espírito Santo, e o arquipélago de Alcatrazes, em São Paulo. Já em outras áreas, os peixes de pequeno porte representaram a maior parte da biomassa.
Além disso, o artigo mostra que grandes predadores, como tubarões, meros, garoupas e raias, representam apenas 12% da biomassa registrada. Os pesquisadores relacionam a escassez desses animais à pesca, à contaminação dos ambientes marinhos e à destruição de hábitats. O material também aborda os efeitos da aquicultura costeira, dos resíduos urbanos e industriais e da alteração dos ambientes sobre as comunidades de peixes. Nesse sentido, os pesquisadores defendem o fortalecimento das ações de conservação e a ampliação das áreas protegidas.
Educadores podem utilizar o material para discutir Ecossistema marinho, Biodiversidade e conservação, Pesca e aquicultura, Zonas Costeiras e Poluição e resíduos. Além disso, o conteúdo permite trabalhar cadeias alimentares, relações ecológicas, biomassa, diversidade de peixes, impactos da pesca e conservação dos ambientes marinhos. O recurso pode ser utilizado no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente nas disciplinas de Ciências, Biologia e Geografia. A localização corresponde ao Brasil, com referências a diferentes áreas da costa brasileira, incluindo o Nordeste, São Paulo, Espírito Santo, Atol das Rocas e Fernando de Noronha.


