Maria Guimarães apresenta a reportagem Mares desprotegidos, publicada pela Pesquisa FAPESP. O texto analisa a eficácia das áreas marinhas protegidas na conservação da biodiversidade. Para isso, a reportagem apresenta um estudo que comparou 87 áreas protegidas em diferentes regiões do mundo. A pesquisa também reúne dados do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia.
O estudo mostra que as áreas protegidas abrigam mais espécies de peixes grandes quando a pesca não ocorre. Além disso, essas áreas apresentam maior biomassa de peixes grandes e o dobro da biomassa de tubarões. No entanto, a proteção depende de vários fatores. Entre eles estão a proibição da pesca, a fiscalização, o tempo de existência, o tamanho e o isolamento da área. A pesquisa também analisa invertebrados, corais e algas. Assim, os pesquisadores relacionam a presença de peixes ao equilíbrio dos recifes e à conservação do ecossistema marinho. Por outro lado, a reportagem mostra que muitas áreas protegidas não reúnem condições suficientes para garantir resultados efetivos.
Educadores podem utilizar a reportagem para discutir Biodiversidade e conservação, Ecossistema marinho, Recifes de coral, Zonas Costeiras e Pesca e aquicultura. Além disso, o texto permite analisar estratégias de proteção, manejo da pesca e impactos das atividades humanas. Também possibilita trabalhar a interpretação de dados sobre biodiversidade e conservação. O material é indicado para Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Ciências, Biologia, Geografia e Sociologia. A localização é Brasil, com destaque para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Bahia, e Internacional/Global, devido à comparação entre áreas protegidas de diferentes regiões.


