Maria Guimarães apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, a descoberta de novas áreas de recifes de corais no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Pesquisadores identificaram recifes profundos que não apareciam nos mapas e descobriram que a área conhecida dos recifes era duas vezes maior. O levantamento também revelou estruturas geológicas submersas que ajudam a compreender a formação do litoral ao longo dos últimos milhares de anos.
Além disso, o material descreve a biodiversidade dos recifes e destaca espécies de corais, peixes e outros organismos marinhos. Os pesquisadores utilizaram sonar para produzir imagens tridimensionais do fundo oceânico e um robô para investigar áreas profundas. O estudo também compara recifes rasos e profundos e mostra diferenças na biomassa de peixes. Nesse sentido, o texto aborda os efeitos da pesca sobre os grandes predadores e sobre os budiões, cuja redução favorece o crescimento de algas e pode provocar a morte dos corais. Por fim, apresenta ameaças relacionadas à proliferação de bactérias, ao aquecimento da água e ao branqueamento dos corais.
Educadores podem utilizar o material para discutir Recifes de coral, Ecossistema marinho, Biodiversidade e conservação, Zonas Costeiras, Pesca e aquicultura e Mudanças Climáticas. Além disso, o conteúdo permite trabalhar biodiversidade, relações ecológicas, pesca, conservação marinha, mudanças ambientais e formação do relevo submarino. Assim, o recurso pode ser utilizado no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente nas disciplinas de Ciências, Biologia, Geografia e Física. A localização corresponde ao Brasil, com destaque para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia, e para o trecho entre o litoral da Bahia e o norte do Espírito Santo.


