Francisco Bicudo apresenta, na reportagem “Paraíso poluído”, publicada pela revista Pesquisa FAPESP em maio de 2010, os impactos ambientais provocados pela abertura do canal do Valo Grande, em Iguape, no litoral sul de São Paulo. A intervenção alterou o fluxo do rio Ribeira de Iguape para o complexo estuarino-lagunar de Iguape-Cananeia-Paranaguá, modificando a salinidade da água, a composição dos sedimentos e as condições dos habitats aquáticos. A reportagem destaca também a presença de metais pesados, especialmente chumbo, nos sedimentos, associada à atividade de mineração e ao transporte de resíduos pelo rio.
O texto mostra como essas transformações afetam os organismos bentônicos, a biodiversidade e a vegetação dos manguezais. Também aborda os riscos da entrada de contaminantes na cadeia alimentar e seus possíveis efeitos sobre a saúde humana, especialmente pelo consumo de espécies marinhas contaminadas. Educadores podem utilizar a reportagem para investigar as consequências de intervenções humanas nos ambientes estuarinos, relacionar a poluição à conservação dos ecossistemas e discutir a importância do monitoramento ambiental para compreender mudanças ao longo do tempo.
O material é indicado para o Ensino Fundamental II e Ensino Médio, especialmente nas disciplinas de Ciências, Biologia, Geografia e Química. O conteúdo permite trabalhar os temas Estuários, Manguezais, Zonas Costeiras, Poluição e resíduos, Biodiversidade e conservação e Saúde e oceano, com foco nas relações entre atividades humanas, ambientes aquáticos e saúde pública.


