Maria Guimarães apresenta, na revista Pesquisa FAPESP, uma hipótese sobre a história da Mata Atlântica durante o Último Máximo Glacial, há cerca de 21 mil anos. Pesquisadores propõem que a redução do nível do mar expôs parte da plataforma continental brasileira e permitiu a expansão da floresta por áreas que hoje estão submersas. Modelos ecológicos e análises genéticas de pequenos mamíferos sustentam essa possibilidade e questionam a ideia de que a glaciação teria provocado apenas o isolamento das populações em pequenos refúgios.
Além disso, a reportagem reúne evidências de diferentes pesquisas. Análises de pólen fossilizado em sedimentos da Bacia de Campos indicam a presença de árvores, arbustos, samambaias e plantas herbáceas na região durante períodos de variação do nível do mar. O texto também apresenta estudos que identificam diferentes respostas entre espécies da Mata Atlântica. Dessa forma, o material mostra como dados genéticos, modelos ecológicos, registros fósseis e características do relevo ajudam a reconstruir mudanças ambientais do passado. A hipótese da chamada “Mata Atlântida” ainda exige novos testes e análises com outras espécies e marcadores genéticos.
O conteúdo pode apoiar atividades no Ensino Fundamental II, Ensino Médio e Ensino Superior, principalmente em Biologia, Ciências, Geografia e História. Assim, o educador pode trabalhar Mata Atlântica, Biodiversidade e conservação, Mudanças Climáticas, Regiões polares e Ciência, tecnologia e inovação. A reportagem também permite discutir evolução, genética de populações, mudanças climáticas do passado, variações do nível do mar, distribuição de espécies e formação da biodiversidade. A localização é Brasil.


