Francisco Bicudo apresenta a reportagem Registros vivos do tempo, publicada pela Pesquisa FAPESP em novembro de 2002. O texto acompanha pesquisas com braquiópodes encontrados no litoral norte de São Paulo, especialmente a espécie Bouchardia rosea. Esses invertebrados apresentam características semelhantes às de espécies que viveram há milhões de anos e, por isso, ajudam os pesquisadores a reconstruir mudanças ambientais ocorridas nos oceanos. Além disso, o estudo amplia o conhecimento sobre a diversidade, a distribuição e os ambientes ocupados por esses organismos.
Os pesquisadores identificaram diferentes espécies de braquiópodes e observaram sua ocorrência em áreas da plataforma continental brasileira. A pesquisa também revelou que Bouchardia rosea pode viver a até 550 metros de profundidade, ampliando o conhecimento anterior sobre seu habitat. Além disso, análises de tafonomia, datações por carbono 14 e aminoácidos e estudos de isótopos estáveis permitem investigar a história ambiental registrada nas conchas. Dessa forma, a reportagem apresenta a paleoecologia marinha aplicada como uma ferramenta para compreender alterações de temperatura, salinidade, correntes oceânicas e condições ambientais do passado, contribuindo também para projetos de recuperação de áreas degradadas.
Educadores podem utilizar o material para discutir Ecossistema marinho, Biodiversidade e conservação, Oceano e clima e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, a reportagem permite trabalhar evolução, fósseis vivos, paleontologia, paleoecologia, tafonomia, datação, mudanças ambientais e relações entre organismos e condições oceanográficas. Dessa forma, o conteúdo atende ao Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente em Biologia, Ciências, Geografia e Física. A localização corresponde a Brasil, com destaque para o litoral norte de São Paulo, e também a Internacional/Global, pois o estudo compara a distribuição dos braquiópodes em diferentes regiões do Hemisfério Sul e utiliza pesquisas realizadas nos Estados Unidos.


