Carlos Fioravanti apresenta a reportagem Seres das profundezas, publicada pela Pesquisa FAPESP em julho de 2014. O texto acompanha pesquisas sobre organismos que vivem em águas profundas, frias e escuras da costa brasileira. Entre os destaques está o poliqueta do gênero Osedax, conhecido como verme comedor de ossos, encontrado em uma carcaça de baleia a 4.200 metros de profundidade. Além disso, a reportagem apresenta expedições realizadas com o submarino Shinkai 6.500 e pesquisas conduzidas por Paulo Sumida e outros pesquisadores brasileiros e japoneses.
A reportagem explica as adaptações de organismos do mar profundo e detalha o ciclo reprodutivo do Osedax, incluindo o pequeno tamanho dos machos e sua associação com as fêmeas. Além disso, os pesquisadores identificaram diferentes morfotipos e dezenas de organismos associados aos ossos da baleia. Outra investigação utilizou estruturas com ossos, madeira e plástico em diferentes profundidades para observar a colonização e a transformação da matéria orgânica. Dessa forma, o material evidencia como expedições, observações e experimentos ampliam o conhecimento sobre a biodiversidade e os processos ecológicos do mar profundo.
Educadores podem utilizar o conteúdo para discutir Mar Profundo, Ecossistema marinho, Biodiversidade e conservação e Ciência, tecnologia e inovação. Além disso, a reportagem permite trabalhar adaptações evolutivas, reprodução, relações ecológicas, decomposição, biodiversidade, pesquisa oceanográfica e exploração científica. Assim, o material atende ao Ensino Médio e Ensino Superior, especialmente nas disciplinas de Biologia, Ciências, Geografia e Física. A localização corresponde a Brasil, com destaque para águas profundas da costa brasileira, especialmente entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul, e também envolve Internacional/Global, devido à participação de pesquisadores e instituições brasileiras e japonesas e às comparações com pesquisas realizadas nos Estados Unidos.


