Logo Unifesp Logo Maré de Ciência Logo da Década do Oceano

World Ocean Assessment III

O relatório global das Nações Unidas sobre o estado do oceano
especialistas
0 +
países participantes
0
edição da série
0 ª

O panorama mais atualizado do oceano

Lançado no Dia Mundial do Oceano de 2026, o World Ocean Assessment III reúne o trabalho de mais de 550 especialistas de 86 países e apresenta o panorama mais atualizado sobre as mudanças que afetam o oceano global.

O relatório aponta aceleração de diversos indicadores críticos desde a publicação da edição anterior, incluindo aquecimento oceânico, elevação do nível do mar, perda de gelo polar, biodiversidade, pesca e poluição marinha.

Para o Brasil, o relatório possui relevância estratégica. Com mais de 8 mil quilômetros de litoral e uma das maiores áreas marítimas do planeta, o país depende diretamente do oceano para regulação climática, alimentação, energia, biodiversidade, transporte, turismo e economia costeira. Considerando o cenário atual dos impactos da mudança do clima no dia a dia da sociedade, e considerando o oceano como o principal regulador climático do planeta, este relatório tem ainda papel essencial para que os Governos e demais setores da sociedade possam tomar decisões estratégicas com base na ciência para os próximos anos. 

O lançamento do WOA-3 ocorre também em um momento particularmente importante para o Brasil no cenário internacional do oceano. Em abril de 2027, o Rio de Janeiro sediará a 3a Conferência Internacional da Década da Ciência Oceânica da ONU, principal encontro global da Década do Oceano, reunindo governos, cientistas, setor privado, organismos multilaterais e sociedade civil para discutir respostas concretas aos desafios oceânicos identificados pelo relatório.

Por que importa para o Brasil

Mais de 8 mil km de litoral e uma das maiores áreas marítimas do planeta. O oceano sustenta clima, alimentação, energia e economia costeira do país.

Regulação climática
Alimentação
Energia
Biodiversidade
Economia costeira
"O que vemos no novo relatório é que fenômenos antes considerados excepcionais estão se tornando recorrentes, inclusive com impactos potenciais para o litoral brasileiro, para a pesca, para os recifes de coral e para as populações costeiras."
Ronaldo Christofoletti
Copresidente do Grupo de Especialistas em Cultura Oceânica da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO

O QUE É O WORLD OCEAN ASSESSMENT?

O relatório oficial das Nações Unidas sobre o estado do oceano

OCEANO EM ALERTA

O que mudou desde o último relatório?

Indicador
WOA II
WOA II
Elevação do nível do mar
3,2 mm/ano
+1,1 mm/ano
4,3 mm/ano
Espécies afetadas por plástico
1.400
+2.676
4.076
Estoques pesqueiros sustentáveis
64,6%
-2,3%
62,3%
Gelo Ártico
Recorde 2017
Novo recorde 2025
Carbono Azul
Sem indicador
Apenas 3% do financiamento climático
Fonte: WOA-3.

O panorama mais atualizado do oceano

Sete frentes que definem o estado do oceano

Clique em cada tema para revelar os principais achados do WOA-3 e seus impactos para o Brasil

01
Clima e Mudanças Oceânicas
Aquecimento, acidificação, elevação do nível do mar e eventos extremos.

O WOA-3 mostra que o oceano entrou em uma nova fase de aquecimento acelerado e eventos extremos mais frequentes. Desde a publicação da edição anterior do relatório, a taxa de elevação do nível médio global do mar aumentou de aproximadamente 3,2 mm por ano para 4,3 mm por ano, um crescimento de cerca de 50%. O relatório também aponta a intensificação das ondas de calor marinhas, o avanço da acidificação e a continuidade da perda de oxigênio em diversas regiões oceânicas. Como principal regulador climático do planeta, o oceano absorve mais de 90% do excesso de calor gerado pelas mudanças climáticas, mas os cientistas alertam que sua capacidade de amortecer os impactos da crise climática está sob pressão crescente.

02
Biodiversidade Marinha
Corais, mamíferos marinhos, manguezais e espécies ameaçadas.

O relatório registra o agravamento das ameaças à biodiversidade marinha global. Entre os principais indicadores, destaca-se que 26,9% de todas as espécies de mamíferos marinhos avaliadas são consideradas ameaçadas. O WOA-3 também alerta para a combinação de múltiplas pressões sobre os ecossistemas marinhos, incluindo aquecimento oceânico, acidificação, poluição, degradação de habitats e sobrepesca. Ao mesmo tempo, o relatório traz uma notícia positiva: a desaceleração da perda global de manguezais, demonstrando que esforços de conservação podem gerar resultados concretos. Para o Brasil, os impactos têm relação direta com a conservação de recifes de coral, manguezais, estuários, áreas costeiras e espécies migratórias.

03
Poluição Marinha
Plásticos, microplásticos, poluentes químicos e saneamento.

A poluição continua sendo uma das principais ameaças ao oceano global. O número de espécies afetadas por resíduos plásticos aumentou de cerca de 1.400 no WOA-2 para 4.076 no WOA-3, quase triplicando em poucos anos. O relatório destaca ainda a presença crescente de microplásticos em organismos marinhos, cadeias alimentares e ambientes oceânicos remotos. Além dos plásticos, os cientistas chamam atenção para poluentes químicos, resíduos farmacêuticos e os impactos da falta de saneamento adequado. No Brasil, o problema está diretamente relacionado à gestão de resíduos urbanos, à qualidade dos rios que deságuam no oceano e à poluição das zonas costeiras.

04
Pesca e Segurança Alimentar
Estoques pesqueiros, pesca artesanal e segurança alimentar.

O WOA-3 mostra que a pressão sobre os recursos pesqueiros continua aumentando. A proporção de estoques pesqueiros biologicamente sustentáveis caiu de 64,6% para 62,3% entre as duas avaliações. O relatório também registra mudanças na distribuição de espécies marinhas, impactos das ondas de calor sobre a pesca e crescente vulnerabilidade de comunidades costeiras dependentes dos recursos marinhos. Essas transformações têm implicações diretas para a segurança alimentar global e para milhões de pessoas que dependem da pesca artesanal e da aquicultura para sua subsistência. No Brasil, os desafios são particularmente relevantes para as regiões Norte e Nordeste, onde a pesca desempenha importante papel econômico, social e cultural.

05
Economia Azul e Inovação
Biotecnologia, carbono azul e soluções sustentáveis.

Além dos alertas sobre os riscos enfrentados pelo oceano, o WOA-3 destaca seu enorme potencial para impulsionar uma economia sustentável baseada em ciência e inovação. O relatório registra que 56 substâncias inspiradas em organismos marinhos encontravam-se em desenvolvimento farmacêutico em 2024, evidenciando o potencial da biotecnologia marinha para a criação de novos medicamentos e soluções para a saúde humana. O documento também destaca oportunidades ligadas ao carbono azul, à restauração de ecossistemas costeiros, à inovação tecnológica e ao desenvolvimento sustentável da economia oceânica. Para o Brasil, essas oportunidades estão diretamente relacionadas à Amazônia Azul, à biodiversidade marinha e à capacidade do país de liderar iniciativas de bioeconomia e inovação oceânica.

06
Antártica e Regiões Polares
Degelo, Oceano Austral e impactos climáticos globais.

As regiões polares aparecem entre as áreas que mais rapidamente estão se transformando em resposta às mudanças climáticas. O WOA-3 mostra que o gelo marinho antártico entrou em uma trajetória de declínio acelerado após 2016, registrando mínimos históricos consecutivos entre 2022 e 2024. No Ártico, um novo recorde mínimo de gelo foi registrado em março de 2025. Essas mudanças possuem consequências globais para a circulação oceânica, o clima, a biodiversidade e a elevação do nível do mar. Os cientistas alertam que o Oceano Austral desempenha papel fundamental na regulação climática planetária e que alterações observadas na Antártica podem influenciar padrões climáticos e eventos extremos em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil.

07
Governança Oceânica
Tratados internacionais, Década do Oceano e políticas públicas.

Pela primeira vez, o World Ocean Assessment dedica uma seção específica à governança oceânica, refletindo a crescente importância política, econômica e estratégica do oceano. O relatório destaca que desafios como mudanças climáticas, biodiversidade, poluição, pesca e mineração submarina exigirão respostas coordenadas entre governos, comunidade científica, setor privado e sociedade civil. O WOA-3 também reforça a importância da Década da Ciência Oceânica da ONU (2021-2030) como plataforma para acelerar soluções baseadas em ciência. Nesse contexto, o Brasil sediará em abril de 2027, no Rio de Janeiro, a 3ª Conferência Internacional da Década do Oceano, principal encontro global da Década, reunindo atores de todo o mundo para discutir caminhos concretos para enfrentar os desafios identificados pelo relatório.

RUMO À CONFERÊNCIA DA DÉCADA DO OCEANO 2027

O Brasil no centro das discussões globais sobre o oceano
Ouvindo a sociedade brasileira rumo à 3ª Conferência internacional da Década do Oceano.
ABR
2027

RECURSOS ADICIONAIS PARA A IMPRENSA

Press Kit
Materiais oficiais de imprensa do WOA-3 prontos para download e publicação.
Briefing por seção
Dados específicos e aprofundados por seção do WOA-3, com recortes temáticos.

Fontes para entrevistas

Para informações detalhadas e entrevista com fontes e colaboradores deste projeto, por favor, entre em contato:

Dados específicos e/ou releases com aprofundamento temático ou recortes geográficos disponíveis sob demanda, incluindo os seguintes temas, entre outros:

Clima e Mudanças Oceânicas
Biodiversidade Marinha
Poluição Marinha
Pesca e Segurança Alimentar
Economia Azul
Oceano e Saúde
Antártica e Regiões Polares
Governança Oceânica
Educação e Cultura Oceânica
Ângulos Brasil
Logo Unifesp Logo Maré de Ciência Logo da Década do Oceano